Mostrando entradas con la etiqueta Historia. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Historia. Mostrar todas las entradas

lunes, 5 de noviembre de 2012

Entrevista: Nani


Vote por el candidato Diodinho Santos...
¿Quién es? Ernani Diniz Lucas, mejor conocido como “Nani” es uno de los principales humoristas y caricaturistas políticos brasileños, (cartunista como se dice aquí), quien colaboro en el legendario O Pasquim, la revista MAD brasileña, Bundas y Playboy. Actualmente sigue publicando su tira Vereda Tropical en varios periódicos de Brasil.   


Entrevista realizada el 30/9/2012 @M

Reproduzco aquí una entrevista realizada con el caricaturista político acompañado de varios dibujos que  fueron rechazados por los censores de la dictadura en la década de los 70s. La redacción de O Pasquim en esas épocas sufrió amenazas, encarcelamientos arbitrarios y hostigamiento a lo largo de los gobiernos militares.

Ya sé que está en portugues. Igual así, los chistes son buenisímos, y la opinion del maestro humorista vale ampliamente la pena: echénle ganas!
charge política = cartón político.
__ ______________ __

1. Y la sálida? 2. No sé, también soy de aquí.
Sem tentar fomentar nenhum regionalismo, você, Henfil, Ziraldo etc. vieram de cidades periféricas. Você acha que o Brasil tem diferentes tipos de humor em cada região?
Eu, Ziraldo e Henfil somos mineiros. O mineiro tem uma visão muito crítica e é bem humorado. Nossa fama é sermos desconfiados, talvez isso ajude a não acreditar em tudo e sermos rigorosos nos julgamentos. A cultura mineira é muito humanista e cada cidade é um microcosmo do Brasil, por isso nossa formação política vem de berço. O humor é um denominador comum, para ele ser engraçado e entendido por todos tem que ser universal. Rimos das diferenças, mas o que permanece no humor é o que o torna entendível por todos. Na maneira de rir somos todos brasileiros.

Qual é a relação entre humor e a verdade?
O humor não é a verdade, ele é o mecanismo, o instrumento que desmascara uma verdade e a graça vem de a pessoa dizer "não é que é isso mesmo?". Talvez essa revelação que causa espanto ao inverter a lógica é que seja a graça. Eu digo que a charge, no caso, a charge política é a quarta leitura do jornal. Primeiro o leitor lê a manchete, segundo ele lê a notícia, terceiro ele lê o editorial ou o articulista sobre aquele tema e em quarto lugar ele vê a charge, e a charge é na maioria das vezes a mais clara das leituras- a mais verdadeira.

Para con eso Adalberto, estas asustando a los niños!
Qual papel tinha o humor no período da ditadura? A metáfora desenhada conseguiu burlar os censores? 
 Sim, na época da ditadura usamos o carrasco para significar os torturadores, o "xis" das canetas sobre os trabalhos censurados eram personagens significando a estupidez dos censores. Tenho uma caixa com alguns trabalhos censurados onde se vê que tudo eram estupidez e brutalidade.

De onde surgiu a vontade de jogar com letras e expressões como personagens?
O humor do universo é como o universo sideral: há tanto para explorar e eu exploro tudo. Porque dá para fazer humor com tudo porque a referência é o ser humano. Se faço uma piada com pedra, parafuso ou uma palavra a referência é o homem e toda sua complexidade.

1. Mama, qué es aquel petróleo que está
faltando tanto?
2. Es petróleo para hacer comida.
1. Y qué es comida? 
Como o cartunista norte americano Saul Steinberg influenciou o cartum Brasileiro?
Quem apresentou o Steimberg ao Jaguar, Ziraldo, Fortuna e Claudius foi o Millôr Fernandes que teve influência dele e passou a ser referência daquela geração. Eu considero o Millôr um divisor de águas.  Antes de Millôr começar a desenhar sua própria página no O Cruzeiro, o desenho brasileiro tinha influência argentina: Péricles, Carlos Estevão, etc., desenhavam os narizões vermelhos, o corte dos ternos à moda antiga, etc. Millôr apresentou aos cartunistas que começavam, não só o Steimberg, mas também os franceses Chaval, Bosc e André François. Foi então que o desenho de cartum mais moderno surgiu com força no Brasil - também cito o Borjalo - .

A geração que se seguiu, na qual me incluo, já pegou influência do Jaguar, Fortuna, Ziraldo... Eu acrescentei influências variadas pois, na minha cidade no interior de Minas chamada Esmeraldas, em 1964 eu lia o Punch, uma velha inglesa se mudou para lá e me deu dezenas de Punch e eu tive contato com grandes nomes como Sempé, e os craques daquela revista. O Henfil me influenciou muito pela linguagem que ele usava que era coloquial e usando gírias - o que na época não era muito usada nas charges.



Falando dos Argentinos, você acha que Quino teve uma forte presença no Brasil? Tem algum outro grande que eu esteja esquecendo?

Quino mostrou para minha geração que a tira, como a da Mafalda, não era só humor pelo humor, ele poderia ser uma forma de raciocinar a política e a realidade. Os cartuns dele também eram profundos e muito bem desenhados, claro que nos influenciou.

Eu tive muita influência da turma do Charlie Hebdo: Reiser, Wolinski e também curtia o pessoal do Hermano Lobo: Perich e outros. Gostava muito do Rius também. Tenho o ABChé dele.

Es un Preso Político!
Você colaborou com o Pasquim até o final. Por que ele terminou? Você acha que o mundo se despolitizou depois da caída do muro de Berlin? Onde está o Brasileiro que consumia charge anteriormente? 
A charge, antes, ajudava a vender jornais. No Brasil sempre teve jornais de humor, alguns duraram mais de 50 anos, o Pasquim durou 22. O que contribuiu para o brasileiro deixar de consumir humor de jornal foram vários fatores. Uma geração de jornalistas que gostavam de charges envelheceu e foi substituída por uma geração que não curte muito humor gráfico, não o entende. A televisão e as nova mídias também sufocaram o humor impresso. A educação no Brasil piorou, antes, nas universidades de comunicação estudavam o humor como forma de comunicação - era a época de Umberto Eco e outros teóricos e davam muito a importância aos quadrinhos, ao humor, ás charges, hoje ninguém estuda mais isso como matéria. Na internet tem muita coisa de humor e ninguém precisa hoje procurar os jornais, o que é uma pena. Por isso tenho meu blog: nenhum jornal abriria espaço para mim publicar tanta coisa. 
1; Ahí viene la gran hambruna mundial...
2. Socorro! Una cucaracha!
__ ______________ __
Lé más sobre Nani en está entrevista:
 "Precisamos do humor para não morrer de realidade." [27/08/2008]

lunes, 30 de mayo de 2011

Narrativa Indígena: Guamán Poma de Ayala

¿Quién es?

Nacido en Ayacucho en 1556,  Felipe Guamán Poma de Ayala fue un cronista indígena que retrato a la realidad del virreinato con una mirada critica, reuniendo sus perspectivas en las obras magistrales de El Primer Nueva Corónica y Buen Gobierno (1615). De sus obras se conocen 398 quilcas que retratan temas tan diversos como las tradiciones Incaicas hasta la intriga política entre los conquistadores. Pese a que Poma no utilizaba globos en sus viñetas, estas muestran alguna similitud a los cartones políticos de hoy en día, previstos de una mirada incisiva y con texto y subtexto que guía al lector en su apreciación.


   


   

1,180 paginas de su obra, incluyendo 398 Ilustraciones de Guaman Poma están disponibles como parte del proyecto de digitalización de la Biblioteca Real de Copenhagen. Agradecemos su permiso para la vincular algunos de estos originales.

La importancia de este artista, además de la vigencia de sus trabajos hoy en día, queda comprobada por el seguimiento que le han dado a su trabajo diversos caricaturistas, historietistas del Perú, Bolivia y Ecuador. Siguen igual de vigentes temas de la injusticia, la pobreza y la violencia, en yuxtaposición a la gran riqueza cultural y el legado incaico.
En Perú, en colaboración con los historiadores Pablo Macera y Santiago Forns, el caricaturista Miguel Det realizó 200 quilcas para el libro La Nueva Crónica del Perú (2000). Esta obra es notable por su amplitud y la dedicación al detalle con la que Det retoma el estilo de Guaman Poma, retratando atrocidades vividas en el Perú de los 80s y 90s, la idiosincrasia peruana, y haciendo nuevas quilcas que homenajean al pasado indígena que resiste y enriquece al Perú.

(Todas las imágenes son reproducidas aquí con el permiso expreso de los autores. Queda totalmente prohibida su reproducción.) 


 

El proyecto tuvo seguimiento con 60 nuevas quilcas del caricaturista Lucho Rossel en el libro Nueva Crónica del Perú Siglo XXI (2000-2003), con textos de Santiago Forns e Ismael Vega. Rossel se vale de recursos de abstracción y símbolos decididamente más underground para darle una nueva vuelta de tuerca al estilo de Poma.


En Bolivia, un pequeño grupo de fanzinerosos que después se volverían los lideres de un movimiento historietil de magnitud internacional homenajearon a Guamán Poma en su publicación El Fanzineroso #7 como un referente inescapable para la historieta Boliviana. Ilustración del historietista y pintor Alejandro Archondo.

En Ecuador el historietista Fabian Patinho realizó una quilca como colaboración para el proyecto de Pretéritos Futuros, proyecto dentro del cual se combinaban diversas ilustraciones de Eduardo Villacis y esculturas en una magistral representación  del futuro posible del Ecuador como muestra museográfica.

"El manuscrito original del denominado “Huasipungo apócrifo”, fue hallado en Píllaro, bajo la mesita de noche de la sala VIP de la única casa de citas que se mantuvo en pie en el pueblo, luego del terremoto de 1949.  Quien lo halló fue el anciano Patricio Hualca, a quien todos llamaban afectuosamente “taitapendejadas”.  Siglos después, en el 2303, fue subastado por 178 millones de dólares en la casa Sotheby’s.  Su nuevo dueño, el industrial Natsako Kimura,  había quedado embelezado por los dibujitos que exponían las proezas sexuales milenarias de los nativos sudamericanos, mantenidas con celosa precaución por sus descendientes, siglo tras siglo.  Kimura murió al doblar la página 16, pero el Museo Nacional de las Hermanas Carmelitas, gracias a sus acciones en Mitsubishi,  consigue, por fin, la ansiada extradición del documento. Este “Kamasutra andino”, como pasó a conocerse, da cuenta de una enorme variedad de prácticas sexuales, que, en algunos casos, bordean la perversión, por lo que fue severamente prohibido, con pena de hoguera para quien siquiera, lo hojeara.  A partir de entonces, la célebre timidez y melancolía del habitante de los páramos y los Andes ecuatorianos,  quedó puesta en duda por los más escépticos".  

La caricatura y la historieta latinoamericana reconocen en Guamán Poma una de sus grandes predecesores. Nuestra mirada gráfica y critica están hasta el presente empapados de referentes originarios, palabras y conceptos que nos enriquecen como parte de nuestra herencia cultural. ¿Cuantos otros cronistas y dibujantes faltan por conocerse? Hace falta una investigación a fondo de la tradición de narrativa gráfica en áreas tan diversas como la artesanía burilada, narrativo en telar y el muralismo indígena.